PMOC — Checklist de Implementação
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PMOC Checklist Lei 13.589/2018
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Plano de Manutenção, Operação e Controle

Checklist Completo
de Implementação de PMOC

Todos os itens, etapas e verificações necessárias para implantar o PMOC com conformidade total às leis e normas brasileiras vigentes. Clique nos itens para marcar como concluído.

Lei 13.589/2018 Portaria MS 3.523/98 RE ANVISA 09/2003 NBR 16.401 NR-10 · NR-35 Protocolo de Montreal
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01 Base Legal e Obrigatoriedade
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O PMOC é uma obrigação legal para edificações com sistemas de climatização ≥ 60.000 BTU/h (5 TR). Descumprir sujeita proprietários e responsáveis a sanções administrativas, civis e criminais.

"O proprietário ou preposto de edificações de uso público ou coletivo com sistema de climatização central é obrigado a elaborar e implantar o PMOC." — Lei Federal nº 13.589/2018, Art. 2º
Lei Federal nº 13.589 · 04 Jan 2018
Disposições gerais sobre manutenção de sistemas de climatização

Define o PMOC como documento obrigatório, as responsabilidades do Engenheiro RT e prevê penalidades. Aplica-se a hotéis, hospitais, shoppings, aeroportos, repartições públicas, escolas, universidades e qualquer edificação de uso coletivo com sistema central.

Portaria MS nº 3.523 · 28 Ago 1998
Manual de Orientação para Qualidade do Ar Interior

Ainda vigente como norma complementar. Estabelece os procedimentos de verificação, limpeza e higienização. Renovação mínima de ar exterior: 27 m³/h por pessoa ou 17% do ar total.

Resolução ANVISA RE nº 09 · 16 Jan 2003
Padrões referenciais de qualidade do ar interior

Define os limites: fungos (máx. 750 UFC/m³), CO₂ (≤ 1.000 ppm), temperatura (23°C–26°C), umidade relativa (40%–65%). Exige apresentação do PMOC durante fiscalização.

ABNT NBR 16.401 · 2008 — Partes 1, 2 e 3
Instalações de ar-condicionado — Sistemas centrais e unitários

Regulamenta os parâmetros de projeto, instalação, operação e manutenção dos sistemas. O PMOC deve referenciar os intervalos desta norma, especialmente a Parte 3 (QAI).

Verificar se a edificação se enquadra na obrigatoriedade CríticoLei 13.589

Uso público ou coletivo com sistema de climatização central ≥ 60.000 BTU/h (5 TR). Inclui: hotéis, hospitais, shoppings, aeroportos, escolas, universidades, repartições públicas e edifícios corporativos.

Identificar o proprietário ou preposto legalmente responsável Crítico

A responsabilidade pelo PMOC recai sobre o proprietário ou preposto designado por escrito. Em condomínios, o síndico é o preposto. Documentar formalmente essa designação com ata ou portaria interna.

Confirmar enquadramento e capacidade total instalada (BTU/h e TR) Crítico

Somar a capacidade de todos os equipamentos para confirmar o enquadramento (≥ 60.000 BTU/h = 5 TR). Um aparelho de 60.000 BTU/h equivale a 5 TR. Documentar no memorial descritivo do PMOC.

Consultar legislação estadual e municipal complementar Atenção

SP, RJ, MG e outros estados possuem legislação própria mais restritiva para hospitais e espaços coletivos. Verificar o arcabouço legal local antes de iniciar o PMOC.

Verificar se há PMOC anterior ainda vigente Verificar

Checar: prazo de vigência, validade do CREA do RT, se o escopo cobre todos os equipamentos instalados e se está atualizado com a legislação vigente. PMOC desatualizado não exime de responsabilidade.

02 Definição de Escopo e Levantamento
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O PMOC deve cobrir todos os sistemas de climatização presentes, sem exceção. Equipamentos esquecidos no levantamento invalidam o plano perante a fiscalização da ANVISA.

Levantamento completo de todos os equipamentos Crítico

Cadastrar cada unidade: splits, fancoils, chillers, torres de resfriamento, UTAs, VRFs, fancoetes, cassetes, dutos, difusores, grelhas, filtros e dampers. Incluir: fabricante, modelo, nº de série, capacidade em BTU/h, fluido refrigerante e localização exata.

Calcular e documentar a capacidade total instalada Crítico

Somar a capacidade de todos os equipamentos em BTU/h e converter em TR (1 TR = 12.000 BTU/h). Registrar também a potência elétrica total dos compressores (kW) para planejamento da infraestrutura elétrica.

Reunir plantas e documentação técnica existente Importante

Coletar: plantas de arquitetura, projeto mecânico/hidráulico, diagramas elétricos dos painéis, manuais dos fabricantes e histórico de manutenções anteriores. Se as plantas não existirem, realizar levantamento "as built".

Identificar ambientes críticos e de uso especial Importante

Centros cirúrgicos, UTIs, salas limpas, laboratórios, data centers e câmaras frigoríficas possuem exigências específicas de renovação de ar, pressurização e filtragem (NBR 7256 e RDC 50/2002). Devem ter procedimentos próprios no PMOC.

Medir as taxas de renovação de ar atual dos ambientes Importante

Usar anemômetro ou balômetro para confirmar se os volumes de ar exterior atendem ao mínimo exigido: 27 m³/h por pessoa ou 17% do ar total (Portaria 3.523/98). Ambientes com renovação insuficiente são os principais focos de contaminação biológica.

Verificar localização e funcionamento das tomadas de ar exterior Verificar

As tomadas devem estar longe de fontes de poluição, exaustão de veículos e saídas de ar viciado. Distância mínima de 10 m de saídas de ar viciado (Portaria 3.523/98). Registrar localização e estado de conservação.

Tipo de EdificaçãoNorma PrincipalExigência Especial
Hospitais e clínicasRDC 50/2002 + NBR 7256Filtragem HEPA em áreas críticas, pressurização diferencial
Hotéis e similaresLei 13.589/2018PMOC padrão + Vigilância Sanitária local
ShoppingsLei 13.589/2018 + NBR 16.401Avaliação de CO₂ por zona, controle de ocupação
AeroportosLei 13.589/2018 + RBAC ANACAvaliação semestral obrigatória, laudo de QAI
Repartições públicasLei 13.589/2018PMOC registrado no órgão competente
Data centersABNT NBR 16.401 Parte 3Controle de temperatura e umidade 24 h/dia
03 Responsável Técnico e ART/RRT
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O PMOC deve ser elaborado, implantado e supervisionado por um profissional legalmente habilitado. A ausência invalida todo o plano perante a fiscalização.

Contratar Engenheiro Responsável Técnico (RT) habilitado CríticoLei 13.589 Art.4º

O RT deve ser Engenheiro Mecânico ou Civil com habilitação em instalações, com registro ativo no CREA. Técnicos (CFT) podem executar as manutenções, mas o PMOC precisa de assinatura de engenheiro.

Emitir ART (CREA) ou RRT (CAU) para o PMOC Crítico

A ART deve ser emitida antes do início da execução e especificar: "elaboração e supervisão do PMOC conforme Lei 13.589/2018". Manter o original na edificação disponível para fiscalização a qualquer momento.

Verificar acervo técnico (CAT) e seguros do RT Importante

Solicitar a Certidão de Acervo Técnico (CAT) do CREA para confirmar experiência em climatização. Verificar seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional), especialmente para edificações de saúde e alta ocupação.

Contratar empresa executora com registro no CREA Importante

A empresa deve ter: registro no CREA, técnicos com NR-10 (eletricidade) e NR-35 (altura) atualizados, e certificação para serviços de higienização. Formalizar contrato com cláusula de responsabilidade pelo PMOC.

Designar o gestor interno do PMOC (fiscal do contrato) Verificar

Funcionário interno responsável por: agendar as manutenções, receber e arquivar os relatórios, monitorar o cumprimento das frequências e ser o ponto de contato durante fiscalizações. Documentar a designação por escrito.

04 Diagnóstico Inicial e Inventário Técnico
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O diagnóstico inicial estabelece o estado de saúde real do sistema antes de qualquer intervenção. Sem ele, o PMOC parte de premissas incorretas.

Realizar vistoria técnica em todos os equipamentos Crítico

Inspecionar visualmente e funcionalmente cada equipamento. Registrar: estado de conservação, corrosão, vazamentos, acúmulo de biofilme em bandejas, estado dos filtros e serpentinas. Fotografar todos os problemas encontrados.

Realizar medição de QAI inicial (baseline) CríticoRE ANVISA 09/2003

Avaliação baseline obrigatória: temperatura/umidade, CO₂, partículas em suspensão, contagem de fungos e bactérias e COVs. Laudo emitido por laboratório com acreditação INMETRO (ISO/IEC 17025).

Inspecionar internamente os dutos de distribuição de ar Importante

Inspecionar com câmera endoscópica. Verificar: acúmulo de poeira e biofilme, condensação interna, isolamento danificado, conexões mal vedadas e dampers travados. Dutos contaminados invalidam qualquer esforço de higienização dos equipamentos.

Avaliar torres de resfriamento — risco de Legionella Importante

Torres de resfriamento são o principal habitat da Legionella pneumophila. Verificar: pH (6,5 a 8), temperatura, cloro residual (0,5 a 1 ppm), biofilme e corrosão. Coletar amostra para análise microbiológica laboratorial antes de iniciar o PMOC.

Verificar sistema de controle e automação (BMS/EMS) Verificar

Se houver sistema de gerenciamento predial (BMS), verificar se os setpoints de temperatura, CO₂, umidade e ocupação estão dentro dos parâmetros normativos. Sensores descalibrados geram dados falsos e comprometem toda a gestão.

Inventariar os fluidos refrigerantes utilizados Verificar

Registrar o tipo de fluido de cada equipamento (R-22, R-410A, R-32, R-134a, etc.). R-22 (HCFC) está em processo de eliminação pelo Protocolo de Montreal — equipamentos que o utilizam devem ter plano de conversão documentado.

05 Elaboração do Documento PMOC
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O PMOC é um documento técnico formal. A Portaria 3.523/98 e a Lei 13.589/2018 definem o conteúdo mínimo obrigatório. Qualquer lacuna pode ser usada como fundamento para autuação.

Capa com identificação completa da edificação e do RT Obrigatório

Razão social, CNPJ, endereço, nome do RT, número do CREA, número da ART, data de elaboração, versão do documento e período de vigência (12 meses). Assinatura original do RT com carimbo do CREA.

Memorial descritivo do sistema de climatização Obrigatório

Descrição técnica completa: tipo do sistema, configuração, capacidade total (BTU/h e TR), zonas de controle, tipo de filtragem, sistema de renovação de ar, automação. Incluir fluxograma simplificado do sistema.

Inventário detalhado de todos os equipamentos Obrigatório

Ficha técnica individual de cada equipamento: tag/identificação, fabricante, modelo, número de série, ano de fabricação, capacidade, fluido refrigerante, localização e data da última manutenção.

Cronograma anual de manutenções com frequências detalhadas Obrigatório

Cronograma mensal com quais procedimentos serão realizados em cada equipamento em cada mês. Frequências mínimas: filtros (mensal), higienização completa (semestral), análise de QAI (semestral), manutenção preventiva mecânica (trimestral/semestral).

Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para cada atividade Obrigatório

POP por atividade com: passo a passo da execução, EPIs necessários, ferramentas e insumos, parâmetros de aceitação/rejeição, ações corretivas e responsável pela execução. Baseados nas recomendações do fabricante e normas técnicas.

Indicadores de desempenho (KPIs) do sistema Recomendado

Definir indicadores mensuráveis: temperatura/umidade dos ambientes, CO₂, % de manutenções realizadas no prazo, número de chamados corretivos por período e consumo específico de energia (kWh/m²).

Plano de contingência e emergências Recomendado

Procedimentos para falhas críticas: chiller inoperante, falha de renovação de ar, QAI fora dos limites e detecção de Legionella. Para edificações de saúde é obrigatório (RDC 50/2002).

Mapa de localização dos equipamentos em planta esquemática Verificar

Plantas indicando a localização de cada equipamento, tomadas de ar exterior, saídas de ar viciado, pontos de drenagem, painéis elétricos e pontos de coleta para análise de QAI.

06 Procedimentos e Frequências Obrigatórias
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As frequências abaixo são o mínimo exigido pela legislação. Ambientes de alta ocupação ou com histórico de problemas de QAI podem exigir intervalos menores.

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Frequências mínimas — não máximasA legislação estabelece o piso, não o teto. Ambientes mais críticos, próximos a obras ou com alta ocupação podem exigir frequências maiores.
ProcedimentoFreq. MínimaBase LegalExecutor
Limpeza de filtros (G1–G4)MensalPortaria 3.523/98Técnico especializado
Limpeza da bandeja coletoraMensalPortaria 3.523/98Técnico especializado
Inspeção visual do sistemaMensalPortaria 3.523/98Técnico responsável
Higienização completa UTA/FancoilSemestralRE ANVISA 09/2003Empresa habilitada
Higienização interna de dutosAnual / laudoPortaria 3.523/98Empresa especializada
Avaliação de QAI (laboratorial)SemestralRE ANVISA 09/2003Laboratório credenciado
Manutenção preventiva mecânicaTrim. / SemestralNBR 16.401 + FabricanteTécnico especializado
Análise da água de torresMensalPortaria 3.523/98Laboratório credenciado
Limpeza e desinfecção de torresSemestralPortaria 3.523/98Empresa especializada
Verificação do fluido refrigeranteAnualProtocolo de MontrealTécnico certificado
Calibração de instrumentosAnualNBR 16.401Empresa especializada
Revisão completa do PMOCAnualLei 13.589/2018Engenheiro RT

Checklist — Procedimentos

Definir os tipos de filtro e eficiências para cada ambiente CríticoNBR 16.401

Ambientes comuns: mínimo G4. Saúde geral: F7 a F9. UTIs e centros cirúrgicos: H13 ou H14 (HEPA). Especificar o tipo de filtro em cada posição do sistema e o procedimento de substituição com registro fotográfico.

Especificar produtos biocidas com registro ANVISA nos POPs Crítico

Produtos utilizados na higienização devem ter registro na ANVISA (RE 09/2003). Especificar no POP: nome comercial, nº de registro ANVISA, concentração de uso, tempo de contato, método de aplicação e EPIs obrigatórios.

Incluir protocolo específico para controle de Legionella em torres Importante

Monitoramento mensal da temperatura da água (acima de 60°C ou abaixo de 20°C para inibir crescimento), análise microbiológica semestral, tratamento com biocidas aprovados e plano de ação para resultado positivo.

Definir ações corretivas para cada não conformidade identificada Verificar

Para cada parâmetro: valor de referência, valor de alerta (90% do limite máximo), valor de ação (acima do limite máximo), ação imediata, prazo de resolução e quem deve ser notificado (RT, proprietário, vigilância sanitária).

07 Qualidade do Ar Interior (QAI)
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Os parâmetros abaixo são os limites máximos permitidos pela RE ANVISA 09/2003. Qualquer resultado acima desses limites exige ação imediata e notificação ao RT.

23–26°C
Temperatura (verão)
40–65%
Umidade Relativa
≤ 1.000
CO₂ (ppm)
≤ 750
Fungos (UFC/m³)
≤ 150
MP10 (µg/m³)
≥ 27
Ar ext. (m³/h/pessoa)
Contratar laboratório credenciado (ISO/IEC 17025) para análise de QAI Crítico

Laboratório com acreditação INMETRO ou reconhecido pela Vigilância Sanitária local. O laudo deve conter: método de coleta, condições do ambiente durante a coleta (temperatura, ocupação, sistema em operação normal) e comparação com os valores da RE 09/2003.

Definir e documentar os pontos de coleta para amostragem de QAI Crítico

Um ponto por zona de climatização, na altura respiratória (1,2 a 1,5 m do piso), no centro geométrico do ambiente ou área de maior ocupação. Coleta com sistema em operação normal e ambiente com ocupação habitual. Registrar a localização em planta.

Implementar monitoramento contínuo de CO₂ e temperatura (sensor fixo) Recomendado

Sensores fixos nos ambientes principais permitem monitoramento contínuo, alarmes automáticos e rastreabilidade histórica dos dados. Demonstram conformidade contínua ao regulador e ajudam a identificar problemas rapidamente.

Definir protocolo de ação para resultado de fungo acima de 750 UFC/m³ Importante

(1) Investigação da fonte; (2) higienização emergencial do sistema; (3) nova coleta em até 30 dias; (4) notificação à Vigilância Sanitária quando houver risco à saúde dos ocupantes; (5) relatório ao RT e ao proprietário.

Arquivar todos os laudos de QAI com rastreabilidade por, no mínimo, 5 anos Verificar

Organizar por data, ambiente e parâmetro avaliado. A impossibilidade de apresentar laudos durante uma fiscalização da ANVISA equivale à não realização das análises. Manter cópia física na edificação e backup digital.

08 Registros, Evidências e Arquivo
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A lei exige que os registros fiquem disponíveis para apresentação imediata à fiscalização. Documentação incompleta equivale ao não cumprimento das manutenções.

Implantar livro ou sistema digital de registro de manutenções CríticoLei 13.589/18

Cada registro deve conter: data, nome e CREA do técnico executor, equipamento(s) atendido(s), procedimento realizado, peças substituídas, observações e assinatura. Pode ser físico ou sistema eletrônico com rastreabilidade.

Emitir Relatório de Inspeção e Manutenção (RIM) a cada visita Crítico

RIM assinado pelo técnico executor e pelo responsável da edificação após cada visita. Deve conter: equipamentos inspecionados, parâmetros medidos, não conformidades, ações realizadas e pendências. Cópia fica na edificação.

Manter registro fotográfico antes e depois de cada manutenção Importante

Fotografar antes e após cada procedimento de higienização. Fotos com metadados de data e hora constituem evidência técnica robusta para uso em fiscalizações e disputas contratuais. Arquivar vinculado ao RIM.

Controlar estoque e consumo de insumos de manutenção Importante

Registrar: filtros substituídos (tipo, quantidade, data), produtos biocidas (nome, lote ANVISA, quantidade), lubrificantes, correias e fluido refrigerante adicionado (com nota fiscal e laudo de carga).

Definir política de guarda e arquivo documental Verificar

Prazos mínimos recomendados: PMOC e revisões (10 anos) · RIMs e registros de manutenção (5 anos) · Laudos de QAI (5 anos) · ARTs (10 anos) · Notas fiscais de insumos (5 anos). Manter backup digital em nuvem.

09 Treinamento e Segurança da Equipe
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Cada técnico que atua no sistema de climatização deve estar devidamente habilitado e treinado conforme as normas regulamentadoras vigentes.

NR-10: Segurança em instalações elétricas — obrigatório ObrigatórioNR-10

Todo técnico que realize manutenção em sistemas de climatização com componentes elétricos deve possuir NR-10 vigente (validade 2 anos). Certificado arquivado na empresa executora. Reciclagem bienal obrigatória.

NR-35: Trabalho em altura (serviços acima de 2 m) — obrigatório ObrigatórioNR-35

Qualquer manutenção a mais de 2 m do piso exige NR-35 (validade 2 anos). Inclui: uso correto de EPI contra quedas (cinto, trava-quedas, talabarte), análise de risco prévia e Permissão de Trabalho (PT).

Certificação para manuseio de fluidos refrigerantes (CFT) Importante

Técnicos que manipulam fluidos refrigerantes devem ter certificação em refrigeração (CFT) e conhecer: NR-29, uso de detectores de vazamento e procedimentos de recuperação e reciclagem (vedada a liberação para a atmosfera — Protocolo de Montreal).

Treinar os operadores internos da edificação Importante

Zeladoria e facilities devem receber treinamento básico: operação dos controles, identificação de anomalias (ruídos, vazamentos, odores), procedimentos de emergência e quais ações NÃO devem realizar sem serem técnicos habilitados.

Registrar todos os treinamentos realizados (lista de presença + certificados) Verificar

Manter: lista de presença assinada, conteúdo programático, carga horária e certificados de todos os treinamentos. Em caso de acidente de trabalho ou autuação, são a principal evidência de cumprimento das obrigações de segurança.

10 Fiscalização, Penalidades e Auditoria
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Conhecer os órgãos fiscalizadores, as penalidades previstas e manter os documentos organizados é o que diferencia uma gestão que resiste a qualquer fiscalização.

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Penalidades pela ausência ou inadequação do PMOCA Lei 13.589/2018 prevê: advertência, multa de R$ 2.000 a R$ 1.500.000, interdição do sistema de climatização e, em casos graves com risco à saúde pública, interdição total da edificação. Além das sanções administrativas, há responsabilidade civil e criminal do RT e do proprietário.
Manter o PMOC físico disponível para apresentação imediata na edificação Crítico

O PMOC deve estar fisicamente presente na edificação — não apenas em nuvem ou com a empresa contratada. Manter pasta organizada com: PMOC vigente, última ART, laudos de QAI dos últimos 12 meses e últimos RIMs das manutenções.

Realizar revisão anual e atualização do PMOC com nova ART CríticoLei 13.589/18

O PMOC deve ser revisado e renovado anualmente com emissão de nova ART. Revisão imediata obrigatória quando: inclusão/substituição de equipamentos, mudança de uso de ambientes, resultado de QAI fora dos limites ou nova legislação aplicável.

Conhecer os órgãos fiscalizadores e suas competências específicas Importante

ANVISA e Vigilâncias Sanitárias: PMOC, QAI e higienização | CREA: habilitação do RT e validade da ART | MTE (Ministério do Trabalho): condições de segurança (NRs) | Corpo de Bombeiros: integração com o PPCI.

Realizar auditoria interna semestral do PMOC Recomendado

O gestor interno deve verificar semestralmente: % de manutenções realizadas no prazo, pendências em aberto nos RIMs, conformidade dos laudos de QAI, validade das ARTs e certificados dos técnicos e atualização do inventário de equipamentos.

Estabelecer canal de comunicação com a Vigilância Sanitária local Verificar

Registrar telefone e e-mail da Vigilância Sanitária municipal e estadual. Em emergências (Legionella, QAI gravemente fora dos limites), a notificação proativa à autoridade sanitária reduz o risco de autuação e demonstra boa-fé do responsável.

Cronograma anual de implantação do PMOC

M1
Mês 1 — Implantação

Contratação do RT, emissão da ART, levantamento completo dos equipamentos, diagnóstico inicial, avaliação de QAI baseline e elaboração do documento PMOC.

M2
Mês 2 — Início das manutenções

Primeira limpeza completa de filtros, higienização de bandejas, cadastro de todos os equipamentos no sistema de registros e treinamento da equipe operacional.

M3
Trimestre — Manutenção preventiva

Manutenção preventiva mecânica completa, verificação dos fluidos refrigerantes, análise de parâmetros elétricos e atualização dos registros de campo.

M6
Semestre — Higienização e QAI

Higienização completa das UTAs e fancoils, avaliação laboratorial de QAI, relatório semestral ao proprietário e auditoria interna do PMOC.

M12
Anual — Revisão do PMOC

Revisão completa do documento, atualização do inventário, emissão de nova ART, relatório anual de desempenho do sistema e planejamento do próximo ciclo.

Pasta de prontidão para fiscalizaçãoPMOC vigente com ART · Laudos de QAI dos últimos 12 meses · RIMs das últimas 4 visitas de manutenção · Inventário atualizado · Certificados NR-10 e NR-35 dos técnicos · Contratos vigentes com a empresa de manutenção · Fichas técnicas dos produtos biocidas (registro ANVISA)
11 Referências Legais e Normativas
  • Lei Federal 13.589/2018Manutenção de sistemas de climatização em edificações de uso público e coletivo. Planalto.gov.br
  • Portaria MS 3.523/1998Regulamento técnico para qualidade do ar de interiores em ambientes climatizados de uso público e coletivo. Saude.gov.br
  • RE ANVISA 09/2003Padrões referenciais de qualidade do ar interior em ambientes climatizados de uso público e coletivo. ANVISA.gov.br
  • ABNT NBR 16.401:2008Instalações de ar-condicionado — Sistemas centrais e unitários. Partes 1, 2 e 3. ABNT.org.br
  • RDC ANVISA 50/2002Regulamento técnico para planejamento em estabelecimentos assistenciais de saúde.
  • ABNT NBR 7256:2021Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde.
  • NR-10 (MTE)Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Portaria MTE nº 598/2004 e atualizações.
  • NR-35 (MTE)Trabalho em altura. Portaria MTE nº 313/2012 e atualizações.
  • Protocolo de MontrealAcordo internacional sobre substâncias que destroem a camada de ozônio. Fase-out do R-22 (HCFC-22).
  • RT INMETRO 02/2011Regulamento técnico para controle de Legionella em sistemas de climatização por água.
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Aviso legalEste material tem caráter informativo e educativo. Para elaboração, assinatura e implantação do PMOC é obrigatória a contratação de profissional habilitado com registro no CREA e emissão de ART. Este checklist não substitui o trabalho do Responsável Técnico.